domingo, 25 de março de 2012

Love















Entende-se por amor, aquilo que se iguala ao oxigênio. Em que o topo máximo da intimidade não existe, mas vai muito além. Daquela que ambos são como se fossem um único ser humano, de tanto, que na hora do beijo, sentem a gana de serem um só corpo, compartilhando da mesma essência. Alguém que você tem quase a nítida sensação de ter o mesmo sangue a correr nas veias. Quando não se sente o tempo passar e nem o clima que está fazendo lá fora. Tudo faz o maior e o mais certo sentido. Como se você fizesse um seguro de vida com a própria vida, então você pensa, transbordando esperança, "Só tome conta de nós dois até o fim de nossas vidas". E aí, você se pega escutando canções como "At Last", pois descrevem tal momento de vida.

Amor significa compaixão, presença, atenção, empatia, desejo, libido e doação, sem pretextos. Quando os defeitos de alguém que se ama, se tornam probleminhas de fácil manutenção, ou aqueles que nem tão simples são, mas que ainda sim, sempre são superados de qualquer forma, afinal, você ama, sem mais nem menos. Ele (a) te controla e consola, te pega de um jeito inexplicável. Causa lhe ciúme bobo, aquele que você briga e faz charme, só pra sentir o gosto doce da reconciliação. Transforma qualquer adulto em criança boba e imatura. Que grande prazer quando você se pega falando como tal, em tom e tudo para o seu amor. Que delícia quando o sorriso dele (a) surge ao te ver. E como aqueles olhos denunciam uma mistura de gratidão, paixão e esperança.

Sabemos o quanto é bom ser criança. Deixar-se levar por uma imaginação infinita, que te leva a viver estórias dentro da história de vocês dois. Ah, os mimos se superam tanto, que mesmo desvalorizados nos dias de hoje, são os únicos e verdadeiros motivadores e enérgicos aspectos que podem alimentar um amor até deixá-lo satisfeito por completo, por anos a fio, até quem sabe os únicos que conseguem vencer a falta de crença na frase "E foram felizes para sempre". Tradicionalmente falando, atitudes como escrever uma simples, mas verdadeira, carta de amor, com àquelas palavras bem pensadas, expressões escritas na maior expectativa que se possa imaginar. E mal se pode explicar a sensação de vê-lo (a) lendo, com os olhos úmidos, o olhar penetrante, um sorriso que varia em timidez e pura alegria.

O dia passa e digamos, quase se arrasta, derivado da falta de paciência do coração, que espera ansiosamente o sol se pôr, revelando aquele aspecto magnífico no horizonte, confundido quase como um incêndio com labaredas avermelhadas tomando conta do céu, para rever o amado (a), seja depois de um dia de trabalho ou depois da faculdade. Não importa métodos nem meio termos, afinal, quem se importa quando dois corações desejam se tocar, um sentido escrito conotativamente, mas que na realidade, acontece na mais certa e comprovada denotação. Na rua, no carro, debaixo de uma árvore, em uma trilha, no cinema, no sofá de casa, as mãos se encontram cegamente, selando um dos maiores símbolos do amor, um ato que por si só, significativo quando verdadeiro e intenso.

Amar, o que seria do ser humano sem o amor. Pobre daquele que nunca amará dessa forma, que nunca saberá o que é sentir essa totalidade de sentido na vida e nem a dor enlouquecedora do fim.

Lucas Zeni

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